segunda-feira, 16 de março de 2015

Melbourne 2015



Foi dada a largada para a temporada 2015 da Fórmula 1. E o Grande Prêmio de Melbourne abriu os trabalhos. No sábado, nenhuma novidade, Mercedes nos dois primeiros postos. Hamilton P1 e Rosberg P2, diferença de +0.594. Massa (Williams) P3 e Vettel (Ferrari) P4. Não vale nem a pena ver a diferença para os carros prateados... tá, vale... mais de 1 segundo. Terceira fila finlandesa, Raikkonen (Ferrari) seguido por Bottas (Williams), e só então a primeira Red Bull, com Riccardo e colado nele o estreante Sainz Jr. (Toro Rosso), filho da lenda do rally Carlos Sainz. Fechando os 10 primeiros, as duas Lotus, Grosjean e Maldonado, com mais de 3 (!!!) segundos para Hamilton.

O restante do grid ficou assim: Nasr (Sauber) e Verstappen (Toro Rosso), Kvyat (Red Bull) e Hulkenberg (Force India), Perez (Force India) e Ericsson (Sauber) e fechando o grid, as duas McLaren de Button e Magnussen, distantes 5 séculos segundos da Mercedes, comprovando que o motor Honda ainda não mostrou a que veio. Claramente a McLaren andou pra trás em 2015. Alonso deve ter agradecido por não correr em Melbourne. Manor Marussia não mandou seus carros para a pista e o grid seria formado por apenas 18 carros. Seria...

Domingo a Williams anunciou que Bottas, com dores nas costas, não teria condições de largar e segundo o regulamento, como Susie Wolff não treinou, não poderia assumir o cockpit. No warm up, o motor Honda de Magnussen abriu o bico e Kvyat teve problemas no câmbio da sua Red Bull. Assim, só 15 carros alinharam no grid. Com a saída de Bottas, Nasr herdou uma posição e saiu em 10º.

Quando as luzes vermelhas se apagaram Hamilton manteve a liderança seguido por Rosberg. Massa e Vettel largaram limpo e mantiveram as posições. Nasr fez uma ótima largada passando Grosjean que quase não largou e Riccardo. Foi então que ocorreu a primeira confusão do ano. Raikkonnen se estranhou com Vettel e encaixotou Nasr, forçando o brasileiro a tocar na Lotus de Maldonado, que rodou e ficou no muro. Toque de corrida, nenhuma punição. Safety Car e depois, bandeira verde. A partir daí nada de interessante. Uma bela ultrapassagem de Nasr em Sainz Jr. e o estreante assumiu a quinta posição.


As posições se mantiveram até as trocas de pneus. Grosjean foi para os boxes e não voltou. Massa perdeu a posição para Vettel, mais uma vez uma má estratégia da Williams. Raikkonen com uma estratégia diferente, com duas paradas tinha tudo para ganhar a posição do Nasr. Pena que a Ferrari esqueceu de trocar o pneu traseiro esquerdo do finlandês, que parou imediatamente ao sair dos boxes na segunda parada. O motor de Verstappen também abriu o bico e a corrida agora tinha apenas 11 pilotos na pista. E teve briga por posições na corrida sim. Button e Perez protagonizaram uma briga pelo último lugar. Melhor para o mexicano que cruzou em 10º.

Sim, as Mercedes ainda estavam na pista, em seu universo particular. Hamilton teve um dia tranquilo, um verdadeiro passeio no parque, em momento algum da corrida foi ameaçado por Rosberg e não fosse pela obrigatoriedade do pit stop, teria vencido de ponta a ponta. No fim da prova, economizando gasolina, deixou o alemão pensar que tinha alguma chance. Mas tratou de mostrar que não. Só administrou a vitória dando o prenuncio de que o campeonato de 2015 será uma repetição de 2014. Nenhuma equipe está perto de ameaçar o domínio da Mercedes, e esse ano só teremos alguma surpresa se acontecer um problema mecânico ou acidente. Rosberg cruzou +1.360s e depois de loooongos +34.523s passou Vettel seguido de Massa. A Ferrari mostrou uma clara evolução esse ano. O motor tá falando mais alto e é veloz. A Williams não parece ter evoluído e mantêm-se como terceira força. A Sauber de Nasr, consistente nos treinos e na corrida, é a grande surpresa da primeira etapa do ano, reforçando o potencial do motor Ferrari e Riccardo da Red Bull, outra que andou pra trás. Completando os pontos, Hulkenberg, Ericsson, Sainz Jr. e Perez. Para a McLaren restou o alento de, ao menos ter terminado a corrida, e a certeza de que há MUITO trabalho a ser feito. Próxima parada, Malásia.


(Fotos: Getty Images)

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