sexta-feira, 27 de março de 2015

Sepang 2015

Hamilton (Mercedes) só precisou de 16 voltas para estabelecer o melhor tempo no TL2 de sexta-feira em Sepang, Malásia. A grande surpresa foi a Ferrari de Raikkonen em P2 com um gap de 0,373s para o líder e na frente de Rosberg, com a outra Mercedes, quase 0,5s para Lewis.
Para os brasileiros a sexta-feira reservou um P6 para Massa (Williams), atrás do Bottas, seu companheiro de equipe, e 12º para Nasr (Sauber), enquanto que Ericsson ficou com o 9º melhor tempo.
Duas expectativas para a corrida. As Manor/Marussia finalmente foram para a pista com os carros de 2014, adaptados para para as regras de 2015 e garantiram os últimos lugares. E Alonso andou pela primeira vez desde o acidente em Barcelona. Como era de se esperar, sofreu muito com a droga de carro que a McLaren fez esse ano. Ficou imediatamente a frente de Button e a quase 3s do líder. Triste o início de ano da equipe de Woking.
Logo mais os carros entram na pista para o qualifying e então poderemos ver se algo mudou de Melbourne para Sepang ou se teremos um novo passeio das Mercedes.



segunda-feira, 16 de março de 2015

Melbourne 2015



Foi dada a largada para a temporada 2015 da Fórmula 1. E o Grande Prêmio de Melbourne abriu os trabalhos. No sábado, nenhuma novidade, Mercedes nos dois primeiros postos. Hamilton P1 e Rosberg P2, diferença de +0.594. Massa (Williams) P3 e Vettel (Ferrari) P4. Não vale nem a pena ver a diferença para os carros prateados... tá, vale... mais de 1 segundo. Terceira fila finlandesa, Raikkonen (Ferrari) seguido por Bottas (Williams), e só então a primeira Red Bull, com Riccardo e colado nele o estreante Sainz Jr. (Toro Rosso), filho da lenda do rally Carlos Sainz. Fechando os 10 primeiros, as duas Lotus, Grosjean e Maldonado, com mais de 3 (!!!) segundos para Hamilton.

O restante do grid ficou assim: Nasr (Sauber) e Verstappen (Toro Rosso), Kvyat (Red Bull) e Hulkenberg (Force India), Perez (Force India) e Ericsson (Sauber) e fechando o grid, as duas McLaren de Button e Magnussen, distantes 5 séculos segundos da Mercedes, comprovando que o motor Honda ainda não mostrou a que veio. Claramente a McLaren andou pra trás em 2015. Alonso deve ter agradecido por não correr em Melbourne. Manor Marussia não mandou seus carros para a pista e o grid seria formado por apenas 18 carros. Seria...

Domingo a Williams anunciou que Bottas, com dores nas costas, não teria condições de largar e segundo o regulamento, como Susie Wolff não treinou, não poderia assumir o cockpit. No warm up, o motor Honda de Magnussen abriu o bico e Kvyat teve problemas no câmbio da sua Red Bull. Assim, só 15 carros alinharam no grid. Com a saída de Bottas, Nasr herdou uma posição e saiu em 10º.

Quando as luzes vermelhas se apagaram Hamilton manteve a liderança seguido por Rosberg. Massa e Vettel largaram limpo e mantiveram as posições. Nasr fez uma ótima largada passando Grosjean que quase não largou e Riccardo. Foi então que ocorreu a primeira confusão do ano. Raikkonnen se estranhou com Vettel e encaixotou Nasr, forçando o brasileiro a tocar na Lotus de Maldonado, que rodou e ficou no muro. Toque de corrida, nenhuma punição. Safety Car e depois, bandeira verde. A partir daí nada de interessante. Uma bela ultrapassagem de Nasr em Sainz Jr. e o estreante assumiu a quinta posição.


As posições se mantiveram até as trocas de pneus. Grosjean foi para os boxes e não voltou. Massa perdeu a posição para Vettel, mais uma vez uma má estratégia da Williams. Raikkonen com uma estratégia diferente, com duas paradas tinha tudo para ganhar a posição do Nasr. Pena que a Ferrari esqueceu de trocar o pneu traseiro esquerdo do finlandês, que parou imediatamente ao sair dos boxes na segunda parada. O motor de Verstappen também abriu o bico e a corrida agora tinha apenas 11 pilotos na pista. E teve briga por posições na corrida sim. Button e Perez protagonizaram uma briga pelo último lugar. Melhor para o mexicano que cruzou em 10º.

Sim, as Mercedes ainda estavam na pista, em seu universo particular. Hamilton teve um dia tranquilo, um verdadeiro passeio no parque, em momento algum da corrida foi ameaçado por Rosberg e não fosse pela obrigatoriedade do pit stop, teria vencido de ponta a ponta. No fim da prova, economizando gasolina, deixou o alemão pensar que tinha alguma chance. Mas tratou de mostrar que não. Só administrou a vitória dando o prenuncio de que o campeonato de 2015 será uma repetição de 2014. Nenhuma equipe está perto de ameaçar o domínio da Mercedes, e esse ano só teremos alguma surpresa se acontecer um problema mecânico ou acidente. Rosberg cruzou +1.360s e depois de loooongos +34.523s passou Vettel seguido de Massa. A Ferrari mostrou uma clara evolução esse ano. O motor tá falando mais alto e é veloz. A Williams não parece ter evoluído e mantêm-se como terceira força. A Sauber de Nasr, consistente nos treinos e na corrida, é a grande surpresa da primeira etapa do ano, reforçando o potencial do motor Ferrari e Riccardo da Red Bull, outra que andou pra trás. Completando os pontos, Hulkenberg, Ericsson, Sainz Jr. e Perez. Para a McLaren restou o alento de, ao menos ter terminado a corrida, e a certeza de que há MUITO trabalho a ser feito. Próxima parada, Malásia.


(Fotos: Getty Images)

domingo, 15 de março de 2015

Guia da F-1 2015 - Equipes e Pilotos - Parte 2

          Prosseguindo com o guia da temporada 2015, vamos às cinco equipes restantes do grid: Force India, Toro Rosso, Lotus, Manor Marussia e Sauber.

FORCE INDIA F1 TEAM (Índia)
Estreou no GP da Austrália de 2008
131 GPs disputados
1 segundo lugar
1 pole position
3 melhores voltas
2 pódios
491 pontos
65 voltas na liderança
Sexto lugar em 2014, 155 pontos
Modelo 2015: Force India VJM08
Motor 2015: Mercedes PU106A V6 turbo híbrido

          Entra ano, sai ano, e o desempenho da simpática equipe comandada por Vijay Mallya continua irregular: ou o time começa mal e evolui ao longo do ano, ou começa bem e cai de rendimento. Em 2014 não foi diferente, com a equipe começando muito bem e caindo gradativamente ao longo da temporada. Mesmo assim, brigou pelo quinto lugar com a McLaren até quase o final do campeonato.
         Só que graves problemas financeiros, aliados à restrições impostas pela Justiça Indiana à Mallya sair do país, quase puseram em xeque a participação da equipe no campeonato. Mas o time - que só estreou o carro novo na terceira sessão de testes, em Barcelona - confirmou presença para a sua 8.ª temporada. Pelo que se viu, muito provavelmente os talentosos Nico Hulkenberg e Sergio Pérez terão poucos motivos de alegria nesta primeira metade de campeonato.


27 - Nico Hulkenberg (Alemanha)
Nasceu em 19 de agosto de 1987, em Emmerich
Estreou no GP do Bahrein de 2010
Williams (2010), Force India (2012 e desde 2014) e Sauber (2013)
76 GPs disputados 
2 quartos lugares
1 pole position
1 melhor volta
232 pontos
43 voltas na liderança
Nono lugar em 2014, 96 pontos

11 - Sergio Pérez (México)















Nasceu em 26 de janeiro de 1990, em Guadalajara (Jalisco)
Estreou no GP da Austrália de 2011
Sauber (2011 e 2012), McLaren (2013) e Force India (desde 2014)
74 GPs disputados
2 segundos lugares
2 largadas em quarto lugar
3 melhores voltas
4 pódios
188 pontos
23 voltas na liderança
Décimo lugar em 2014, 59 pontos

SCUDERIA TORO ROSSO (Itália)
Estreou no GP do Bahrein de 2006
166 GP disputados
1 vitória
1 pole position
1 pódio
199 pontos
56 voltas na liderança
Sétimo lugar em 2014, 30 pontos
Modelo 2015: Toro Rosso STR10
Motor 2015: Renault Energy F1 V6 turbo híbrido

          Oriunda da compra da Minardi, a Toro Rosso continua no seu propósito de preparar jovens talentos para serem promovidos para a Red Bull. Foi dela que Sebastian Vettel, Daniel Riccardo e Daniil Kvyat saíram para o time principal da fábrica de energéticos. Mas foi nela, também, que pilotos como Sebastien Buemi, Jaime Alguersuari e Jean-Eric Vergne foram dispensados sem o menor remorso, mesmo sem terem tido equipamento à altura e terem talento suficiente para permanecerem no grid.
          Para este ano, a equipe apelou: juntos, o espanhol Carlos Sainz Jr. (filho da lenda do Rally Carlos Sainz) e Max Verstappen (filho do veloz, mas exímio batedor, Jos Verstappen), somarão 37 anos quando largarem para o GP da Austrália, prova de abertura (mais novos, por exemplo, que este que vos escreve, a uma semana de entrar no time dos "enta"). Os dois podem ter pouca idade, mas ambos parecem ter jeito de craque.

33 - Max Verstappen (Holanda)















Nasceu em 30 de setembro de 1997, em Hasselt, Bélgica
Estreante
Toro Rosso (2015)



55 - Carlos Sainz Jr. (Espanha)















Nasceu em 1 de setembro de 1994, em Madrid
Estreante
Toro Rosso (2015)



LOTUS F1 TEAM (Grã-Bretanha)
Estreou no GP de Mônaco de 1958
Campeã mundial de pilotos em 1963, 1965 (ambos com Jim Clark), 1968 (Graham Hill), 1970 (Jochen Rindt), 1972 (Emerson Fittipaldi) e 1978 (Mario Andretti)
Campeã mundial de construtores em 1963, 1965, 1968, 1970, 1972, 1973 e 1978
587 GPs disputados
81 vitórias
107 pole positions
76 melhores voltas
196 pódios
1996 pontos
5623 voltas na liderança
Oitavo lugar em 2014, 10 pontos
Modelo 2015: Lotus E23
Motor 2015: Mercedes PU106A V6 turbo híbrido

          Depois de dois anos bastante competitivos, com duas vitórias e vários pódios (apesar de um orçamento apertado), a Lotus teve um 2014 tão ruim, mas tão ruim que durante a atual pré-temporada, quando um jornalista mencionou o E22 (modelo do time no ano passado), foi interrompido pelo franco-suíço Romain Grosjean: "por favor, não fale esse palavrão novamente". O novo modelo se mostrou bem melhor que o carro-bomba do ano passado, e o motor Mercedes é muito superior ao Renault utilizado anteriormente.
          A equipe teve noção de que fez um carro desastroso no último ano, e optou por manter os mesmos pilotos, os velozes e talentosos Grosjean e Pastor Maldonado (braço o venezuelano sempre teve, o que ele não tem é cérebro). Com um carro e motor melhores, vamos ver até onde chegarão.

8 - Romain Grosjean (França)



Nasceu em 17 de abril de 1986, em Genebra, Suíça
Estreou no GP da Europa de 2009
Renault (2009) e Lotus (desde 2012)
64 GPs disputados
2 segundos lugares
1 largada em segundo lugar
1 melhor volta
9 pódios
236 pontos
40 voltas na liderança
14.º lugar em 2014, 8 pontos


13 - Pastor Maldonado (Venezuela)
















Nasceu em 10 de março de 1985, em Maracay (Aragua)
Estreou no GP da Austrália de 2011
Williams (2011 a 2013) e Lotus (desde 2014)
76 GPs disputados
1 vitória
1 pole position
1 pódio
49 pontos
37 voltas na liderança
16.º lugar em 2014, 2 pontos



MANOR MARUSSIA F1 TEAM (Grã-Bretanha)
Estreou no GP da Austrália de 2012
55 GPs disputados
1 nono lugar
1 largada em 12.º lugar
2 pontos
Nono lugar em 2014, 2 pontos
Modelo 2015: Marussia MR03B
Motor 2015: Ferrari 059/3 V6 turbo híbrido

          Este ano a Manor volta (em parte) a ser Manor. Parece estranho, não? Mas é. Em 2009, quando a FIA fez um peneirão com quase vinte candidatas para escolher quatro novas equipes para fazerem parte da categoria, a Manor foi uma das escolhidas. Só que pouco depois, comprada por Richard Branson, virou Virgin Racing (ou VRT, como queria chamar a Globo, sem explicar de onde vinha o "T"), nome com o qual correu dois anos. Em 2012, virou Marussia, que em 2014 viveu a glória dos primeiros pontos com o nono lugar do promissor Jules Bianchi em Mônaco, e também o drama do terrível acidente sofrido pelo francês em Suzuka, que o deixou em estado vegetativo. Sem recursos, o time acabou ficando de fora das três últimas provas do ano passado e chegou a ter sua falência decretada.
          Mas, no apagar das luzes, eis que John Booth, o dono da Manor, conseguiu recursos para se inscrever para a temporada, e terá duas caras novas: o inglês Will Stevens e o espanhol Roberto Mehri. Para a prova de abertura, o time tentaria correr com o modelo de 2014 adaptado. Quanto ao carro novo, sem previsão.

28 - Will Stevens (Grã-Bretanha)


Nasceu em 28 de junho de 1991, em Rochford (Essex), Inglaterra
Estreou no GP de Abu Dhabi de 2014
Caterham (2014) e Manor Marussia (2015)
1 GP disputado
1 17.º lugar
1 largada em 17.º lugar
0 ponto
23.º lugar em 2014, 0 ponto

98 - Roberto Mehri (Espanha)


Nasceu em 22 de março de 1991, em Castellón de la Plana
Estreante
Manor Marussia (2015)




SAUBER F1 TEAM (SUÍÇA)
Estreou no GP da África do Sul de 1993
293 GPs disputados
2 segundos lugares
3 largadas em segundo lugar
3 melhores voltas
10 pódios
436 pontos
25 voltas na liderança
Décimo lugar em 2014, 0 ponto
Modelo 2015: Sauber C34
Motor 2015: Ferrari 059/3 V6 turbo híbrido

               Um ano para esquecer.  Assim pode ser resumida, em uma frase, a temporada de 2014 da Sauber. Pela primeira vez na história, o time suíço não conquistou um ponto sequer. E, sem grana, se meteu numa enrolada que foi parar nos tribunais.
             Para este ano, a Sauber tinha contrato assinado com o alemão Adrian Sutil, que já era piloto titular, e o holandês Giedo van der Garde, piloto reserva e que se tornaria o segundo piloto. Mas o "se" não existe, então... Ocorre que, desesperada, a equipe - ainda em 2014 - anunciou primeiro a contratação do sueco Marcus Ericsson, ex-Caterham, e depois fechou com o brasileiro Felipe Nasr, que disputara o título da GP2. Cada um levou cerca de R$ 60 milhões para os combalidos cofres do time. Tanto Sutil quanto Van der Garde foram dispensados... Por SMS. O alemão chiou, mas deixou pra lá; o holandês, não. Na semana que antecedia o início do campeonato, ele foi à Corte Suprema de Melbourne e conseguiu, na justiça, o direito de pilotar um dos carros da equipe... Mas, ao que parece, Sauber e Van der Garde chegaram a um consenso (leia-se $$$), e Ericsson e Nasr, por enquanto, podem correr sossegados (nos próximos dias contarei com mais detalhes esse embróglio).


9 - Marcus Ericsson (Suécia)


Nasceu em 2 de setembro de 1990, em Kumla
Estreou no GP da Austrália de 2014
Caterham (2014) e Sauber (2015)
16 GPs disputados
1 11.º lugar
1 largada em 16.º lugar
0 ponto
19.º lugar em 2014, 0 ponto

12 - Felipe Nasr (Brasil)


Nasceu em 21 de agosto de 1992, em Brasília (DF)
Estreante
Sauber (2015)


          E com esse post, terminamos a apresentação das equipes e pilotos. Ao longo da semana, teremos mais alguns posts falando um pouco do regulamento e também do calendário.


Fotos e estatísticas: www.statsf1.com

sábado, 14 de março de 2015

Guia da F-1 2015 - Equipes e Pilotos - Parte 1


         Poucas vezes uma temporada começou com tantas incertezas e  confusões como esta de 2015.
          Um calendário que, inicialmente, teria 20 corridas, mas que mudou para 21 (com a inclusão do GP da Coréia do Sul, para espanto dos próprios sul-coreanos), voltou para 20 com a exclusão da etapa coreana e talvez só tenha 19, com a possibilidade (grande, por sinal) de não haver o GP da Alemanha - justamente a terra da atual campeã entre os construtores (Mercedes) e do tetracampeão Sebastian Vettel.
          Um grid que inicialmente teria 18 carros, que correu sério risco de cair para 16 ou até mesmo 14, e que no apagar das luzes passa a ter 20 (só acredito domingo, na hora da largada).
          Um acidente muito mal explicado, aparentemente bobinho, mas que deixou Fernando Alonso três dias internado em observação e o alijou da prova de abertura.
          E para coroar com chave de ouro, a trapalhada em que se meteu a Sauber, às vésperas do início do campeonato, graças ao processo aberto por Giedo van der Garde, que conquistou na justiça o direito de disputar toda a temporada no time suíço - que já tem Marcus Ericsson e Felipe Nasr como pilotos, e vai ter que dar um jeito de resolver esse imbróglio caso perca na última audiência.
          Mas independente de tudo o que foi citado acima, o campeonato já começa neste final de semana. Então, vamos conhecer as equipes e pilotos que farão parte dele. Neste post, vamos ver as cinco primeiras colocadas de 2014: Mercedes, Red Bull, Williams, Ferrari e McLaren.
 
 

 

MERCEDES AMG PETRONAS F1 TEAM (Alemanha)
Estreou no GP da França de 1954
Campeã mundial de pilotos em 1954, 1955 (ambos com Juan Manuel Fangio) e 2014 (Lewis Hamilton)
Campeã mundial de construtores em 2014

108 GPs disputados
29 vitórias
35 pole positions
25 melhores voltas
63 pódios
1582 pontos
1821 voltas na liderança
Campeã em 2014, 701 pontos
Modelo 2015: Mercedes F1 W06
Motor 2015: Mercedes PU106A V6 turbo híbrido

          Em 2014 a Mercedes teve os seus esforços de cinco anos (desde o seu retorno como equipe em 2010, quando comprou a Brawn GP) recompensados com os títulos de pilotos (para Lewis Hamilton) e construtores. Os números foram impressionantes: em 19 provas, foram 16 vitórias (11 de Hamilton e 5 do vice Nico Rosberg), 11 dobradinhas, 18 pole positions (11 de Rosberg, 7 de Hamilton), 12 melhores voltas (7 de Hamilton, 5 de Rosberg), 978 voltas na liderança (Hamilton 495, Rosberg 483) e 701 pontos. Um verdadeiro massacre. A destacar, ainda, a decisão da equipe em deixar a disputa aberta, sem jogo de equipe - apesar de algumas situações que geraram mal-estar entre Hamilton e Rosberg, amigos desde a adolescência e que cuja amizade sofreu um certo desgaste.
          Se os outros times esperavam estar mais próximos nesta temporada, a pré-temporada deu a entender que este ano será igual àquele que passou. Pelo menos nas duas primeiras posições do grid.

44 - Lewis Hamilton (Grã-Bretanha)

 
Nasceu em 7 de janeiro de 1985, em Tewin (Hertfordshire), Inglaterra
Estreou no GP da Austrália de 2007
McLaren (2007 a 2012) e Mercedes (desde 2013)
2 títulos mundiais (2008 e 2014)
148 GPs disputados
33 vitórias
38 pole positions
20 melhores voltas
70 pódios
1486 pontos
1837 voltas na liderança
Campeão em 2014, 384 pontos

6 - Nico Rosberg (Alemanha)
 
 
 
Nasceu em 27 de junho de 1985, em Wiesbaden
Estreou no GP do Bahrein de 2006
Williams (2006 a 2009) e Mercedes (desde 2010)
1 vice-campeonato (2014)
166 GPs disputados
8 vitórias
15 pole positions
9 melhores voltas
26 pódios
887,5 pontos
695 voltas na liderança
Vice-campeão em 2014, 317 pontos
 
 
 
RED BULL RACING (Áustria)
Estreou no GP da Austrália de 2005
Campeã mundial de pilotos em 2010, 2011, 2012 e 2013 (todos com Sebastian Vettel)
Campeã mundial de construtores em 2010, 2011, 2012 e 2013

184 GPs disputados
50 vitórias
57 pole positions
44 melhores voltas
116 pódios
2865,5 pontos
3068 voltas na liderança
Vice-campeã em 2014, 405 pontos
Modelo 2015: Red Bull RB11
Motor 2015: Renault Energy F1 V6 turbo híbrido

          Depois de dominar a F-1 por quatro anos seguidos (2010 a 2013), a Red Bull esteve irreconhecível na pré-temporada do ano passado. Sofrendo com inúmeros problemas no motor Renault, a equipe chegou em Melbourne, para a primeira prova, preocupada em conseguir pelo menos colocar os dois carros dentro do limite dos 107% do tempo do mais veloz no Q1 para poderem largar! Mas na hora do "vamos ver", o carro andou bem - claro, dentro do que o domínio avassalador das Mercedes permitiu. Inclusive, vencendo três GPs. Só que o que ninguém esperava é que o destaque da equipe fosse o sempre sorridente Daniel Ricciardo, recém-promovido da Toro Rosso. Rápido e agressivo, o australiano foi um dos grandes destaques da temporada, terminando num brilhante terceiro lugar, com três vitórias, sem ser ameaçado pelo companheiro de time, o tetracampeão Sebastian Vettel, que teve um ano complicado, sem vitórias e sendo superado constantemente pelo australiano. 
          Para 2015, Ricciardo passa a ser o primeiro piloto, graças a ida de Vettel para a Ferrari. E no lugar do alemão, outra cria do time B da marca de energéticos: o promissor russo Daniil Kvyat. Resta saber se Kvyat será o novo Ricciardo.
 
3 - Daniel Ricciardo (Austrália)















Nasceu em 1 de julho de 1989, em Perth (Austrália Ocidental)
Estreou no GP da Grã-Bretanha de 2011
HRT (2011), Toro Rosso (2012 e 2013) e Red Bull (desde 2014)
69 GPs disputados
3 vitórias
2 largadas em segundo lugar
1 melhor volta
8 pódios
268 pontos
72 voltas na liderança
Terceiro lugar em 2014, 238 pontos

26 - Daniil Kvyat (Rússia)





   









Nasceu em 26 de abril de 1994, em Oufa (Bachkortostan)
Estreou no GP da Austrália de 2014
Toro Rosso (2014) e Red Bull (2015)
19 GPs disputados
3 nonos lugares
2 largadas em quinto lugar
8 pontos
15.º lugar em 2014, 8 pontos




WILLIAMS MARTINI RACING (Grã-Bretanha)
Estreou no GP da Argentina de 1975
Campeã mundial de pilotos em 1980 (Alan Jones), 1982 (Keke Rosberg), 1987 (Nelson Piquet), 1992 (Nigel Mansell), 1993 (Alain Prost), 1996 (Damon Hill) e 1997 (Jacques Villeneuve)
Campeã mundial de construtores em 1980, 1981, 1986, 1987, 1992, 1993, 1994, 1996 e 1997
642 GPs disputados
114 vitórias
128 pole positions
133 melhores voltas
306 pódios
3075 pontos
7564 voltas na liderança
Terceiro lugar em 2014, 320 pontos
Modelo 2015: Williams FW37
Motor 2015: Mercedes PU106A V6 turbo híbrido
 
          2014 foi o ano do renascimento da Williams. Pela primeira vez em dez anos, os carros da equipe de Sir Frank Williams andaram nas primeiras posições em todas as provas do campeonato, revelando ao mundo o talentoso Valtteri Bottas e reerguendo a carreira de Felipe Massa. Em algumas corridas, foram os únicos a conseguir (tentar) incomodar as Mercedes. Os resultados deixaram o time animado, e alimentando a esperança de vencer algum GP este ano. Nos testes de Barcelona, só não foram melhores que os atuais campeões mundiais.
          Ao que tudo indica, deve brigar com Red Bull e Ferrari pelo vice-campeonato. O que já é uma mudança radical para quem, a dois anos atrás, marcou míseros quatro pontos.
 
19 - Felipe Massa (Brasil)
 










 
Nasceu em 25 de abril de 1981, em São Paulo (SP)
Estreou no GP da Austrália de 2002
Sauber (2002, 2004 e 2005), Ferrari (2006 a 2013) e Williams (desde 2014)
1 vice-campeonato (2008)
210 GPs disputados
11 vitórias
16 pole positions
15 melhores voltas
39 pódios
950 pontos
917 voltas na liderança
Sétimo lugar em 2014, 134 pontos

77 - Valtteri Bottas (Finlândia)












 


Nasceu em 28 de agosto de 1989, em Nastola
Estreou no GP da Austrália de 2013
Williams (desde 2013)
38 GPs disputados
2 segundos lugares
2 largadas em segundo lugar
1 melhor volta
6 pódios
190 pontos
4 voltas na liderança
Quarto lugar em 2014, 186 pontos



 
SCUDERIA FERRARI (Itália)
Estreou no GP de Mônaco de 1950
Campeã mundial de pilotos em 1952, 1953 (ambos com Alberto Ascari), 1956 (Juan Manuel Fangio), 1958 (Mike Hawthorn), 1961 (Phil Hill), 1964 (John Surtees), 1975, 1977 (ambos com Niki Lauda), 1979 (Jody Scheckter), 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 (todos com Michael Schumacher) e 2007 (Kimi Räikkönen)
Campeã mundial de construtores em 1961, 1964, 1975, 1976, 1977, 1979, 1982, 1983, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2007 e 2008

889 GPs disputados
221 vitórias
207 pole positions
230 melhores voltas
680 pódios
5834,5 pontos
13673 voltas na liderança
Quarto lugar em 2014, 216 pontos
Modelo 2015: Ferrari SF15-T
Motor 2015: Ferrari 059/3 V6 turbo híbrido

          Única equipe do grid presente em todas as edições do Mundial, a Ferrari teve um desempenho decepcionante ano passado. Por mais que tenha marcado pontos em 18 das 19 provas (só não pontuou no Japão), um segundo e um terceiro lugares (ambos com Fernando Alonso) foram os únicos pódios da equipe italiana, que fez menos de um terço dos pontos da campeã Mercedes. E o time resolveu mudar para 2015. Cansou das constantes reclamações de Alonso e mandou o espanhol ir passear, chamando para seu lugar o alemão Sebastian Vettel, que já chegou dando novo gás à equipe. O outro piloto do time permanece sendo Kimi Räikkönen, que não conseguiu de forma alguma se adaptar ao limitado carro do ano passado e sofria para conseguir andar até mesmo entre os dez primeiros.
          Na pré-temporada, ambos conseguiram bons tempos tanto em Jerez de la Frontera como em Barcelona, o que deixou os tifosi mais animados para esta temporada. Mas como treino é treino, e jogo é jogo, é esperar pra ver o que o time italiano vai ser capaz de fazer.

5 - Sebastian Vettel (Alemanha)



Nasceu em 3 de julho de 1987, em Heppenheim
Estreou no GP dos Estados Unidos de 2007
BMW Sauber (2007), Toro Rosso (2007 e 2008), Red Bull (2009 a 2014) e Ferrari (2015)
4 títulos mundiais (2010, 2011, 2012 e 2013)
139 GPs disputados
39 vitórias
45 pole positions
24 melhores voltas
66 pódios
1618 pontos
2438 voltas na liderança
Quinto lugar em 2014, 167 pontos


 
7 - Kimi Räikkönen (Finlândia)
 
 
Nasceu em 17 de outubro de 1979, em Espoo
Estreou no GP da Austrália de 2001
Sauber (2001), McLaren (2002 a 2006), Ferrari (2007 e 2008 e desde 2014) e Lotus (2012 e 2013)
1 título mundial (2007)
20 vitórias
16 pole positions
40 melhores voltas
77 pódios
1024 pontos
1156 voltas na liderança
12.º lugar em 2014, 55 pontos
 
McLAREN HONDA (Grã-Bretanha)

Estreou no GP de Mônaco 1966
Campeã mundial de pilotos em 1974 (Emerson Fittipaldi), 1976 (James Hunt), 1984 (Niki Lauda), 1985, 1986 (ambos com Alain Prost), 1988 (Ayrton Senna), 1989 (Alain Prost), 1990, 1991 (ambos com Ayrton Senna), 1998, 1999 (ambos com Mika Häkkinen) e 2008 (Lewis Hamilton)
Campeã mundial de construtores em 1974, 1984, 1985, 1988, 1989, 1990, 1991 e 1998

761 GPs disputados
182 vitórias
155 pole positions
153 melhores voltas
5013,5 pontos
485 pódios
10583 voltas na liderança
Quinto lugar em 2014, 181 pontos
Modelo 2015: Ferrari MP4-30
Motor 2015: Honda RA615H V6 turbo híbrido
 
          Depois de duas temporadas decepcionantes, a McLaren vem para este ano em busca de se reerguer e começar a voltar aos tempos de glórias. Para isso, acertou com a Honda para o fornecimento de motores, reatando uma das parcerias mais vitoriosas da história da categoria. E também investiu pesado na contratação do espanhol Fernando Alonso (que deixara o time em 2007 brigado com Ron Dennis), para formar junto com o inglês Jenson Button uma dupla de campeões mundiais, da mesma forma que Ayrton Senna e Alain Prost formaram no final dos anos 80 (guardadas as devidas proporções, claro).
          Só que... Bem, pelo que se viu na pré-temporada, vai demorar a dar liga. O motor Honda quebrou tanto, deu tantos problemas que a Force India (que só entrou com o carro novo na última semana de testes) só precisou de um dia para superar a quilometragem percorrida pelos carros da McLaren. E pra completar, um acidente muito mal explicado fez Fernando Alonso ficar hospitalizado alguns dias e ainda ser proibido de correr o GP da Austrália. Sorte (ou azar) de seu substituto, o dinamarquês Kevin Magnussen, que voltou a ser piloto reserva da equipe, mesmo tendo mostrado potencial em 2014.
 
14 - Fernando Alonso (Espanha)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Nasceu em 29 de julho de 1981, em Oviedo (Astúrias)
Estreou no GP da Austrália de 2001
Minardi (2001), Renault (2003 a 2006, 2008 e 2009), McLaren (2007 e 2015) e Ferrari (2010 a 2014) 
2 títulos mundiais (2005 e 2006)
32 vitórias
22 pole positions
21 melhores voltas
97 pódios
1767 pontos
1767 voltas na liderança
Sexto lugar em 2014, 161 pontos
 
22 - Jenson Button (Grã-Bretanha)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Nasceu em 19 de janeiro de 1980, em Frome, Inglaterra
Estreou no GP da Austrália de 2000
Williams (2000), Renault (2001 e 2002), BAR (2003 a 2005), Honda (2006 a 2008), Brawn GP (2009), McLaren (desde 2010)
1 título mundial (2009)
15 vitórias
8 pole positions
8 melhores voltas
50 pódios
1198 pontos
762 voltas na liderança
Oitavo lugar em 2014, 126 pontos
 
20 - Kevin Magnussen (Dinamarca) (*)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nasceu em 5 de outubro de 1992, em Roskilde
Estreou no GP da Austrália de 2014
McLaren (desde 2014)
1 segundo lugar
1 largada em quarto lugar
1 pódio
55 pontos
11.º lugar em 2014, 55 pontos
 
(*) Magnussen disputa o GP da Austrália no lugar de Alonso.
 
 
 
Fotos e estatísticas: www.statsf1.com
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Boa noite, Pessoas!

          E ai, pessoas, tudo bonzinho? A partir de hoje, vamos dividir com vocês notícias, estatísticas, opiniões e o que mais der na telha sobre aquela que, mesmo com todas as confusões dos últimos meses, continua sendo o ápice para todo e qualquer piloto (a): a F-1. E como neste final de semana terá início mais uma temporada, a 66.ª, vamos começar com uma breve apresentação das equipes (teoricamente 10, mas com possibilidade de virar 9), pilotos (23 para 22 ou 20 vagas) e pistas (20, podendo ser 19).