Prosseguindo com o guia da temporada 2015, vamos às cinco equipes restantes do grid: Force India, Toro Rosso, Lotus, Manor Marussia e Sauber.
FORCE INDIA F1 TEAM (Índia)
Estreou no GP da Austrália de 2008
131 GPs disputados
1 segundo lugar
1 pole position
3 melhores voltas
2 pódios
491 pontos
65 voltas na liderança
Sexto lugar em 2014, 155 pontos
Modelo 2015: Force India VJM08
Motor 2015: Mercedes PU106A V6 turbo híbrido
Entra ano, sai ano, e o desempenho da simpática equipe comandada por Vijay Mallya continua irregular: ou o time começa mal e evolui ao longo do ano, ou começa bem e cai de rendimento. Em 2014 não foi diferente, com a equipe começando muito bem e caindo gradativamente ao longo da temporada. Mesmo assim, brigou pelo quinto lugar com a McLaren até quase o final do campeonato.
Só que graves problemas financeiros, aliados à restrições impostas pela Justiça Indiana à Mallya sair do país, quase puseram em xeque a participação da equipe no campeonato. Mas o time - que só estreou o carro novo na terceira sessão de testes, em Barcelona - confirmou presença para a sua 8.ª temporada. Pelo que se viu, muito provavelmente os talentosos Nico Hulkenberg e Sergio Pérez terão poucos motivos de alegria nesta primeira metade de campeonato.
27 - Nico Hulkenberg (Alemanha)
Nasceu em 19 de agosto de 1987, em Emmerich
Estreou no GP do Bahrein de 2010
Williams (2010), Force India (2012 e desde 2014) e Sauber (2013)
76 GPs disputados
2 quartos lugares
1 pole position
1 melhor volta
232 pontos
43 voltas na liderança
Nono lugar em 2014, 96 pontos
11 - Sergio Pérez (México)
Nasceu em 26 de janeiro de 1990, em Guadalajara (Jalisco)
Estreou no GP da Austrália de 2011
Sauber (2011 e 2012), McLaren (2013) e Force India (desde 2014)
74 GPs disputados
74 GPs disputados
2 segundos lugares
2 largadas em quarto lugar
3 melhores voltas
4 pódios
188 pontos
23 voltas na liderança
Décimo lugar em 2014, 59 pontos
SCUDERIA TORO ROSSO (Itália)
Estreou no GP do Bahrein de 2006
166 GP disputados
1 vitória
1 pole position
1 pódio
199 pontos
56 voltas na liderança
Sétimo lugar em 2014, 30 pontos
Modelo 2015: Toro Rosso STR10
Motor 2015: Renault Energy F1 V6 turbo híbrido
Oriunda da compra da Minardi, a Toro Rosso continua no seu propósito de preparar jovens talentos para serem promovidos para a Red Bull. Foi dela que Sebastian Vettel, Daniel Riccardo e Daniil Kvyat saíram para o time principal da fábrica de energéticos. Mas foi nela, também, que pilotos como Sebastien Buemi, Jaime Alguersuari e Jean-Eric Vergne foram dispensados sem o menor remorso, mesmo sem terem tido equipamento à altura e terem talento suficiente para permanecerem no grid.
Para este ano, a equipe apelou: juntos, o espanhol Carlos Sainz Jr. (filho da lenda do Rally Carlos Sainz) e Max Verstappen (filho do veloz, mas exímio batedor, Jos Verstappen), somarão 37 anos quando largarem para o GP da Austrália, prova de abertura (mais novos, por exemplo, que este que vos escreve, a uma semana de entrar no time dos "enta"). Os dois podem ter pouca idade, mas ambos parecem ter jeito de craque.
33 - Max Verstappen (Holanda)
Nasceu em 30 de setembro de 1997, em Hasselt, Bélgica
Estreante
Toro Rosso (2015)
55 - Carlos Sainz Jr. (Espanha)
Nasceu em 1 de setembro de 1994, em Madrid
Estreante
Toro Rosso (2015)
LOTUS F1 TEAM (Grã-Bretanha)
Estreou no GP de Mônaco de 1958
Campeã mundial de pilotos em 1963, 1965 (ambos com Jim Clark), 1968 (Graham Hill), 1970 (Jochen Rindt), 1972 (Emerson Fittipaldi) e 1978 (Mario Andretti)
Campeã mundial de construtores em 1963, 1965, 1968, 1970, 1972, 1973 e 1978
587 GPs disputados
81 vitórias
107 pole positions
76 melhores voltas
196 pódios
1996 pontos
5623 voltas na liderança
Oitavo lugar em 2014, 10 pontos
Modelo 2015: Lotus E23
Motor 2015: Mercedes PU106A V6 turbo híbrido
Depois de dois anos bastante competitivos, com duas vitórias e vários pódios (apesar de um orçamento apertado), a Lotus teve um 2014 tão ruim, mas tão ruim que durante a atual pré-temporada, quando um jornalista mencionou o E22 (modelo do time no ano passado), foi interrompido pelo franco-suíço Romain Grosjean: "por favor, não fale esse palavrão novamente". O novo modelo se mostrou bem melhor que o carro-bomba do ano passado, e o motor Mercedes é muito superior ao Renault utilizado anteriormente.
A equipe teve noção de que fez um carro desastroso no último ano, e optou por manter os mesmos pilotos, os velozes e talentosos Grosjean e Pastor Maldonado (braço o venezuelano sempre teve, o que ele não tem é cérebro). Com um carro e motor melhores, vamos ver até onde chegarão.
8 - Romain Grosjean (França)
Nasceu em 17 de abril de 1986, em Genebra, Suíça
Estreou no GP da Europa de 2009
Renault (2009) e Lotus (desde 2012)
64 GPs disputados
64 GPs disputados
2 segundos lugares
1 largada em segundo lugar
1 melhor volta
9 pódios
236 pontos
40 voltas na liderança
14.º lugar em 2014, 8 pontos
13 - Pastor Maldonado (Venezuela)
Nasceu em 10 de março de 1985, em Maracay (Aragua)
Estreou no GP da Austrália de 2011
Williams (2011 a 2013) e Lotus (desde 2014)
76 GPs disputados
1 vitória
1 pole position
1 pódio
49 pontos
37 voltas na liderança
16.º lugar em 2014, 2 pontos
MANOR MARUSSIA F1 TEAM (Grã-Bretanha)
Estreou no GP da Austrália de 2012
55 GPs disputados
1 nono lugar
1 largada em 12.º lugar
2 pontos
Nono lugar em 2014, 2 pontos
Modelo 2015: Marussia MR03B
Motor 2015: Ferrari 059/3 V6 turbo híbrido
Este ano a Manor volta (em parte) a ser Manor. Parece estranho, não? Mas é. Em 2009, quando a FIA fez um peneirão com quase vinte candidatas para escolher quatro novas equipes para fazerem parte da categoria, a Manor foi uma das escolhidas. Só que pouco depois, comprada por Richard Branson, virou Virgin Racing (ou VRT, como queria chamar a Globo, sem explicar de onde vinha o "T"), nome com o qual correu dois anos. Em 2012, virou Marussia, que em 2014 viveu a glória dos primeiros pontos com o nono lugar do promissor Jules Bianchi em Mônaco, e também o drama do terrível acidente sofrido pelo francês em Suzuka, que o deixou em estado vegetativo. Sem recursos, o time acabou ficando de fora das três últimas provas do ano passado e chegou a ter sua falência decretada.
Mas, no apagar das luzes, eis que John Booth, o dono da Manor, conseguiu recursos para se inscrever para a temporada, e terá duas caras novas: o inglês Will Stevens e o espanhol Roberto Mehri. Para a prova de abertura, o time tentaria correr com o modelo de 2014 adaptado. Quanto ao carro novo, sem previsão.
28 - Will Stevens (Grã-Bretanha)
Nasceu em 28 de junho de 1991, em Rochford (Essex), Inglaterra
Estreou no GP de Abu Dhabi de 2014
Caterham (2014) e Manor Marussia (2015)
1 GP disputado
1 17.º lugar
1 largada em 17.º lugar
0 ponto
23.º lugar em 2014, 0 ponto98 - Roberto Mehri (Espanha)
Nasceu em 22 de março de 1991, em Castellón de la Plana
Estreante
Manor Marussia (2015)
SAUBER F1 TEAM (SUÍÇA)
Estreou no GP da África do Sul de 1993
293 GPs disputados
2 segundos lugares
3 largadas em segundo lugar
3 melhores voltas
10 pódios
436 pontos
25 voltas na liderança
Décimo lugar em 2014, 0 ponto
Modelo 2015: Sauber C34
Motor 2015: Ferrari 059/3 V6 turbo híbrido
Um ano para esquecer. Assim pode ser resumida, em uma frase, a temporada de 2014 da Sauber. Pela primeira vez na história, o time suíço não conquistou um ponto sequer. E, sem grana, se meteu numa enrolada que foi parar nos tribunais.
Para este ano, a Sauber tinha contrato assinado com o alemão Adrian Sutil, que já era piloto titular, e o holandês Giedo van der Garde, piloto reserva e que se tornaria o segundo piloto. Mas o "se" não existe, então... Ocorre que, desesperada, a equipe - ainda em 2014 - anunciou primeiro a contratação do sueco Marcus Ericsson, ex-Caterham, e depois fechou com o brasileiro Felipe Nasr, que disputara o título da GP2. Cada um levou cerca de R$ 60 milhões para os combalidos cofres do time. Tanto Sutil quanto Van der Garde foram dispensados... Por SMS. O alemão chiou, mas deixou pra lá; o holandês, não. Na semana que antecedia o início do campeonato, ele foi à Corte Suprema de Melbourne e conseguiu, na justiça, o direito de pilotar um dos carros da equipe... Mas, ao que parece, Sauber e Van der Garde chegaram a um consenso (leia-se $$$), e Ericsson e Nasr, por enquanto, podem correr sossegados (nos próximos dias contarei com mais detalhes esse embróglio).
9 - Marcus Ericsson (Suécia)
Nasceu em 2 de setembro de 1990, em Kumla
Estreou no GP da Austrália de 2014
Caterham (2014) e Sauber (2015)
16 GPs disputados
1 11.º lugar
1 largada em 16.º lugar
0 ponto
19.º lugar em 2014, 0 ponto
12 - Felipe Nasr (Brasil)
Nasceu em 21 de agosto de 1992, em Brasília (DF)
Estreante
Sauber (2015)
E com esse post, terminamos a apresentação das equipes e pilotos. Ao longo da semana, teremos mais alguns posts falando um pouco do regulamento e também do calendário.
Fotos e estatísticas: www.statsf1.com















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